Escrever e publicar um artigo no dia seguinte a um jogo de futebol, nomeadamente um Benfica-Porto, é um grande risco. Mesmo assim, atendendo à importância do tema, decidimos arriscar!

Uma das nossas leituras de férias foi o documento de atualização das IVS (International Valuation Standards), que se vai tornar de aplicação obrigatória a 31 de janeiro de 2020. Até lá, é de utilização facultativa mas como gostamos de estar sempre um passo à frente, vamos passar a utilizá-las nos nossos trabalhos.

 As IVS e a taxa de atualização

Prometemos que mais tarde iremos debruçar-nos sobre as novidades deste documento e que variações teve relativamente às IVS 2017.
O interessante é que de cada vez que lemos ou relemos as IVS encontramos sempre revelações curiosas que nos passaram despercebidas em leituras anteriores. Desta vez o assunto foi as IVS e a taxa de atualização.

Assim sendo, no capítulo “IVS 400 Real Property Interests” é referido que o desenvolvimento da taxa de atualização deve ser influenciada pelo objetivo da avaliação.

São referidos os seguintes exemplos:

-se o objetivo da avaliação é estabelecer o valor para um determinado proprietário ou potencial proprietário com base em seus próprios critérios de investimento, a taxa utilizada pode refletir sua taxa de retorno exigida ou o seu custo médio ponderado de capital (wacc);

-se o objetivo da avaliação é estabelecer o valor de mercado, a taxa de atualização pode ser obtida pela observação dos retornos implícitos no preço pago por interesses imobiliários negociados no mercado entre participantes ou de taxas exigidas dos participantes hipotéticos. Na prática, a taxa de atualização deve ser obtida por do mercado;

-Finalmente, a taxa de desconto apropriada também pode ser construída a partir de um típico retorno “livre de risco” ajustado para os riscos e oportunidades adicionais específicos para o interesse particular do imóvel a avaliar.

Esta temática nunca estará fechada e de certeza absoluta que iremos descobrir novos desenvolvimentos!