Há um ano abraçamos o desafio, em conjunto com a Domínio Binário / Centralimo, de levar a todo o país uma formação em Avaliação Imobiliária. Foi assim que estivemos duas vezes no Porto, em Lisboa, em Faro, nos Açores e, na passada semana, na Madeira.

Estiveram 298 pessoas em formação e, na que realizamos a semana passada no Funchal, estiveram presentes 93!

As ações de formação não tiveram como objetivo formar avaliadores. De facto, a Avaliação Imobiliária é uma disciplina exigente, que não é explicada num dia e que demora anos a estar consolidada. Aliás, os avaliadores imobiliários estão a vida toda em formação. Relembramos, por exemplo, que o RICS e a TEGoVA obrigam a um mínimo anual de horas de formação.

O nosso objetivo foi explicar que existem regras para a avaliação de imóveis, que existem conflitos de interesses que devem ser evitados (quem avalia não faz mediação e quem faz mediação não avalia), que existem conceitos que são comuns a todas as áreas do imobiliário e que é fundamental a coexistência sã entre duas atividades às vezes conflituantes.

A nossa experiência na Região Autónoma da Madeira foi um exemplo vivo do que deve ser essa convivência sã.

Foi possível perceber (obrigado João Andrade!) que os nossos colegas da mediação imobiliária recorrem a colegas avaliadores de imóveis registados na CMVM para a elaboração de dossiers de investimento para serem apresentados a clientes investidores. É realmente um bom exemplo do que deve ser a complementaridade entre as duas atividades.

R. A. da Madeira

Mais ainda, foi nos dado a conhecer que a Região Autónoma da Madeira tem informação estatística sobre o imobiliário mais completa que no Continente, inclusivamente com informação sobre o Continente que não conseguimos encontrar no INE nacional. Por exemplo, sabiam que:

-Em 2009, a R. A. da Madeira representava 2,3% do valor nacional de vendas de alojamentos familiares e que esse valor desceu para 1,6% em 2018?

-Em 2009, na R. A. da Madeira, 50,5% dos alojamentos familiares vendidos (em valor) era construção nova, enquanto no Continente era de 36,9%?

-Em 2018, na R. A. da Madeira, 21,3% dos alojamentos familiares vendidos (em quantidade) era construção nova, enquanto no Continente era de 14,8%?

Vale a pena visitar o sitio da internet https://estatistica.madeira.gov.pt/.

PS: Muito obrigado a todos os participantes que estiveram connosco nas ações de formação!

 João Fonseca_Avaliação de Imóveis_Madeira