O tema das vistas já foi abordado por nós, quando surgiu a polémica sobre a sua taxação, no âmbito do IMI- Imposto Municipal de Imóveis. 

Na altura escrevemos um artigo para o blogue de Máximo Forte, seguramente o mais conhecido (e melhor) consultor e formador na área da mediação imobiliária, na Península Ibérica. O tema das vistas permitiu-nos também explicar, no programa da Fátima Lopes “A Tarde é Sua”, como estas poderiam interferir na estimativa do valor patrimonial tributário. 

Desta vez fizemos um exercício diferente, tentando perceber quanto é que aumenta o valor de um imóvel à medida que subimos um piso. 
O estudo que apresentamos reflete a análise que foi feita em dois empreendimentos da cidade de Lisboa, um na Avenida da Liberdade e outro na Rua Rodrigo da Fonseca, num total de 26 frações. 

Chamamos a atenção que este pequeno estudo diz respeito a uma zona da cidade de Lisboa. Será que, por exemplo, se observará o mesmo comportamento em Benfica? 

O estudo compreende pisos entre o primeiro e o quarto andar dos dois empreendimentos:

Antes de serem extraídas estas conclusões, a amostra foi devidamente homogeneizada. 

Na amostra, que incluía tipologias de T0 a T4, percebemos que a média de valorização à medida que subíamos um piso foi de 3,4%. 

Curiosamente, verificamos que o valor encontrado estava inflacionado, por culpa das frações de tipologia T0. De facto, neste “nicho”, a valorização foi francamente superior (9,1%). Se não considerarmos as tipologias T0, a valorização é de 2,4%. 

Podemos inferir que em tipologias mais pequenas, em que o valor absoluto (queremos dizer não referenciado em €/m2) é menor, permite onerar mais o valor de um imóvel à medida que subimos um piso?